Resistir! Núcleos do PSOL na Zona Sul se reúnem para pensar ações do partido na região

12/06/2017 Destaques, PSOL, São Paulo

20170611_173527Na tarde do último domingo (11), representantes de diversos núcleos do PSOL na Zona Sul da cidade de São Paulo se reuniram na subsede da Apeoesp na região para fazer uma análise política da situação do país e da cidade e pensar em ações para organizar a militância e construir o partido na região. Governados pelo ilegítimo Michel Temer em âmbito nacional e pelo autoritário e elitista João Doria em caráter municipal, não faltam tarefas para quem pretende construir uma cidade mais justa e igualitária. O evento fez parte da programação do I Encontro Regional de Núcleos do PSOL São Paulo, que pretende reunir em encontros localizados a militância do partido em todos os cantos da cidade.

O evento começou com uma análise dura sobre o governo de Michel Temer feita por Miguel Carvalho, integrante da Direção Municipal do PSOL e do Núcleo Jabaquara do partido. “Eles querem rasgar a CLT, acabar com direitos. Fazer qualquer negociação entre patrão e empregado valer mais do que a lei, em uma situação de total fragilidade do trabalhador nestas condições. Mas mesmo com toda a propaganda que vem sendo feita destas propostas, com apoio massivo da mídia, a opinião pública está cada vez mais contra estas ‘reformas’ propostas pelo governo ilegítimo”, avalia Miguel.

Para ele, o julgamento do TSE da chapa Dilma-Temer, que aconteceu na última semana e que poderia ter tirado o mandato de Michel Temer caso ele não tivesse sido absolvido, foi muito importante para mostrar para a população o caráter do Poder Judiciário. “Este caso deixou claro pra população quem é o Poder Judiciário e com quem ele se alia. Quem tinha ilusões nele, depois deste julgamento do TSE muito provavelmente não tem mais. O mesmo descrédito no qual os Poderes Executivo e Legislativo já tinham caído há tempos agora atinge também o Judiciário”, completou.

A presidenta municipal do PSOL São Paulo Michele Vieira também esteve presente e falou sobre as ações da gestão de João Doria, que vem aplicando medidas autoritárias, higienistas e elitistas à frente da Prefeitura da maior cidade do país. “A gente não imaginava que seria esta sequência de ataques em tão pouco tempo. A nossa vida não está fácil, porque temos de responder a estas iniciativas numa velocidade muito rápida, mas a vida dele também não está fácil”, começou Michele, que continuou: “Ele já perdeu a secretária de Direitos Humanos [Patrícia Bezerra], depois daquele absurdo desumano na Cracolândia, e o secretário de Cultura dele está por um fio depois de ameaçar agredir fisicamente um militante da área. Isso vem mostrando pra população como o governo dele é fajuto”.

A secretária municipal de nucleação do PSOL Isabela Góes coordenou a reunião e apontou algumas ações importantes no último período na zona sul, como a recente visita de militantes do partido na região às ocupações do MTST. “São iniciativas como esta que podem ser impulsionadas pelos núcleos para enraizar o partido nas periferias e levar as propostas que discutimos no PSOL para fora do partido e disputar a sociedade”, avalia ela que também é integrante do Núcleo Capão Redondo do partido.

Entre as iniciativas aprovadas na reunião entre os militantes foram panfletagens em terminais de ônibus e metrô no próximo dia 20 de junho para convocar a população da região para a Greve Geral do dia 30 de junho, e novos encontros entre os núcleos para realizar formações políticas, inclusive com a presença de parlamentares do PSOL e outras figuras públicas e intelectuais.