PSOL São Paulo repudia ação da Polícia Militar na Favela do Moinho

28/06/2017 Destaques, Direitos Humanos, Notas, PSOL, São Paulo

19430162_1440092159384052_3244689855468793006_nO PSOL São Paulo repudia a ação da Polícia Militar na Favela do Moinho na manhã desta terça-feira (27) e lamenta a morte do jovem de 18 anos Leandro de Souza Santos, torturado por mais de uma hora com um martelo e assassinado a tiros dentro de um barraco durante a invasão policial. O corpo de Leandro estava totalmente desfigurado quando foi reconhecido pelos familiares várias horas depois do incidente na Santa Casa de São Paulo.

Sob a alegação de realizar a operação para combater o tráfico de drogas na região, a PM do governador Geraldo Alckmin produziu mais um episódio lamentável no centro da cidade de São Paulo. Quando os moradores da região tentaram fechar a linha do trem que passa ao lado da comunidade e a Av. Rio Branco em protesto a mais este caso de absurda violência estatal, foram brutalmente reprimidos pela Tropa de Choque.

Não contentes com isso, a dona da casa onde ocorreu o assassinato foi levada pela polícia e ficou incomunicável por muitas horas enquanto era questionada sem a presença de um advogado, em uma tentativa de confirmar a versão de que Leandro seria um traficante. Versão esta que é desmentida por todas as pessoas que vivem na comunidade do Moinho e conheciam o rapaz.

Todas estas arbitrariedades em sequência tão curta de tempo seguem a linha do projeto elitista desenhado para o centro da cidade pelo prefeito João Doria em conjunto com o governador Geraldo Alckmin. Tanto as ações nas últimas semanas na região conhecida como Cracolândia, como esta operação violenta provocada hoje na Favela do Moinho, fazem parte da tentativa de excluir os pobres e “indesejados” da região central.

De olho na valorização dos terrenos nesta zona mais central da cidade, com amplo espaço para a especulação imobiliária atuar e gerar lucros exorbitantes aos empresários-amigos do prefeito Doria, os governos tucanos têm promovido uma cruzada violenta e sem escrúpulos contra os pobres que ainda ousam habitar as regiões mais valorizadas da cidade. Sejam os dependentes químicos e as pessoas em situação de rua da “Cracolândia”, sejam as pessoas que resistem e vivem na Favela do Moinho.

O PSOL de São Paulo exige investigações sérias sobre o assassinato de Leandro e atuará perante a Ouvidoria da Polícia Militar para que os policiais envolvidos no caso sejam responsabilizados. Lamentamos a operação organizada contra os pobres que os governos de Doria e Alckmin têm aplicado na cidade. Resistiremos nas ruas a estes desmandos e arbitrariedades!

Executiva Municipal do PSOL São Paulo