Para barrar reformas de Temer, centrais sindicais se reúnem em SP e convocam jornada de lutas

08/05/2017 Destaques, Greve Geral, Reforma Trabalhista, Trabalho

Foto: Ricardo Stuckert/Mídia Ninja

Foto: Ricardo Stuckert/Mídia Ninja

Em reunião realizada nesta quinta-feira (04/05), em São Paulo, as centrais sindicais aprovaram um novo calendário de mobilização com o objetivo de ampliar as pressões contra as reformas da Previdência e trabalhista. No encontro, que contou com as presenças de dirigentes de centrais como a Intersindical-Central da Classe Trabalhadora, da CSP Conlutas e da CUT, foi feita uma avaliação sobre a greve geral do dia 28 de abril, que parou o país para dizer ao governo de Michel Temer que a classe trabalhadora não vai aceitar seus ataques a direitos históricos. Na avaliação das centrais, os trabalhadores demonstraram sua disposição em combater o desmonte da Previdência Social, dos direitos trabalhistas e das organizações sindicais.

“A forte paralisação teve adesão nas fábricas, escolas, órgãos públicos, bancos, transportes urbanos, portos e outros setores da economia e teve o apoio de entidades da sociedade civil como a CNBB, a OAB, o Ministério Público do Trabalho, associações de magistrados e advogados trabalhistas, além do enorme apoio e simpatia da população, desde as grandes capitais até pequenas cidades do interior”, ressaltam as centrais, em documento divulgado nesta quinta.

Confira, abaixo, o calendário de lutas aprovado na reunião em São Paulo.

08 a 12 de maio
▪️ Comitiva permanente de dirigentes sindicais no Congresso Nacional para pressionar os deputados e senadores e também atividades em suas bases eleitorais para que votem contra a retirada de direitos;
▪️ Atividades na base sindicais e nas ruas para continuar e aprofundar o debate com os trabalhadores e a população, sobre os efeitos negativos para a toda sociedade e para o desenvolvimento econômico e social brasileiro.

15 a 19 de maio
▪️ Ocupa Brasília: As centrais sindicais chamam toda a sociedade brasileira, as diversas categorias de trabalhadores do campo e da cidade, os movimentos sociais e de cultura, a ocuparem Brasília para reiterar que a população brasileira é frontalmente contra a aprovação da Reforma da Previdência, da Reforma Trabalhista e de toda e qualquer retirada de direitos;
▪️ Marcha para Brasília: em conjunto com as organizações sindicais e sociais de todo o país, realizar uma grande manifestação em Brasília contra a retirada de direitos.

As centrais também destacam a disposição de organizar um movimento de paralisação, caso as reformas continuem avançando mesmo após a jornada de maio. “Se isso ainda não bastar, as centrais sindicais assumem o compromisso de organizar um movimento ainda mais forte do que foi o 28 de abril. Por fim, as centrais sindicais aqui reunidas convocam todos os sindicatos de trabalhadores do Brasil para mobilizarem suas categorias para esse calendário de lutas”, afirmam.