Rodrigo Maia tenta manobra, mas governo Temer é derrotado em urgência da Reforma Trabalhista

19/04/2017 Parlamentares, PSOL, Reforma Trabalhista

Bancada do PSOL ocupa a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e consegue derrotar o pedido de urgência de votação da Reforma Trabalhista proposta pelo governo Temer

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Foto: Bruna Menezes/Liderança do PSOL

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) bem que tentou manobrar as votações para aprovar o regime de urgência da Reforma Trabalhista (PL 6787/2016), mas viu o plenário da casa rejeitar a proposta em meio a atuação exemplar e combativa da oposição ao governo Temer, liderada pela aguerrida bancada do PSOL.

Eram necessários ao menos 257 votos favoráveis para a proposta de adiantar o projeto na pauta da Câmara, atropelando as discussões na comissão especial que discute o tema, ser aprovada. Mas foram apenas 230 votos a favor da manobra, além de 163 votos contrários, após enorme pressão da oposição.

Os lideres do governo Temer na Câmara então tentaram chamar uma nova sessão ainda nesta terça-feira para convocar os parlamentares da base aliada que não estiveram presentes para refazer a votação. Mais uma vez a oposição liderada pela atuação do PSOL resistiu e os aliados de Temer desistiram de fazer o projeto avançar neste dia. A expectativa é que novas tentativas de votação desta urgência aconteçam nesta quarta-feira. O PSOL estará alerta para barrar todas estas manobras.

Esta proposta que o governo federal tenta aprovar a toque de caixa na Câmara é um dos maiores ataques históricos aos direitos dos trabalhadores brasileiros. Esta “Reforma Trabalhista” propõe o desmonte da CLT com medidas como o “negociado valer mais que o legislado”, ou seja, negociações coletivas podem prevalecer sobre a legislação trabalhista. Entre tantas outras “flexibilizações” de direitos historicamente conquistados que precisam ser veementemente repudiadas.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) comentou a tentativa de golpe nos direitos trabalhistas desta terça-feira em seu Facebook enquanto ainda ocupava a Mesa Diretora da Câmara nesta noite: “O governo Temer foi derrotado e desmoralizado. [Essa votação de hoje] mostra a rejeição do povo brasileira à Reforma Trabalhista, à Reforma da Previdência, à terceirização. Se estas medidas fossem submetidas a um plebiscito, seriam derrotadas por mais de 90% da população”, comentou o deputado psolista.