Paralisar o país para barrar as Reformas da Previdência e Trabalhista

19/04/2017 Greve Geral, PSOL, Reforma Trabalhista

greve geralOs trabalhadores de várias categorias de todo o Brasil vão paralisar suas atividades no dia 28 de abril para impedir que Michel Temer avance com seus ataques no Congresso Nacional. Diversas centrais sindicais se reuniram no final de março em São Paulo e aprovaram a data, que conta com a adesão de várias centrais, incluindo a Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, a CSP-Conlutas e a CUT.

A construção da Greve Geral vem sendo feita desde então nos locais de trabalho, de estudo, em comitês de bairro e outros espaços. Em São Paulo, diversas categorias organizadas de trabalhadores já definiram que vão paralisar no dia 28, como os metroviários, os professores das redes estadual e municipal, metalúrgicos, trabalhadores dos Correios, e tantas outras.

A paralisação nacional dos trabalhadores acontecerá para barrar as recentes propostas do governo de Michel Temer, que estão na Proposta de Emenda à Constituição nº 287/2016, referente à Reforma da Previdência, e no Projeto de Lei 6787/2016, que altera a legislação trabalhista.

A Reforma da Previdência, segundo os líderes do governo ilegítimo na Câmara dos Deputados, foi marcada para ser votada no dia 2 de maio. Essa data foi um recuo do governo Temer que planejava aprovar a Reforma ainda em abril.

A tensão causada pela divulgação da lista do ministro Edson Fachin que indica mais de 80 políticos a serem investigados, entre eles quase uma dezena de ministros do governo Temer e os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (PMDB-CE), e a movimentação política cada vez mais efervescente na construção da Greve Geral do dia 28 fizeram o governo recuar. A pesquisa recente da Vox Populi que indica que 93% da população desaprova a Reforma da Previdência também pesou para a “pisada no freio” do governo.

A Reforma Trabalhista, por sua vez, desmonta diversos princípios da CLT e ataca direitos historicamente adquiridos dos trabalhadores, como a proposta de fazer o “negociado prevalecer sobre o legislado”, ou seja, de fazer as negociações dos trabalhadores com seus patrões prevalecerem sobre as leis trabalhistas.

O governo Temer tentou aprovar um regime de urgência para a votação desta pauta na última terça-feira (18), mas foi derrotado. Precisava de 257 votos favoráveis para a aprovação e teve apenas 230. A bancada do PSOL ocupou a Mesa Diretora e foi linha de frente na resistência à tentativa de golpe que era a aceleração da votação do projeto. É provável que eles tentem aprovar novamente a manobra nos próximos dias.

É nesse cenário político nacional que os trabalhadores vão às ruas no dia da Greve Geral! As Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular já convocam todos a um ato no Largo da Batata, com concentração às 17h do dia 28 de abril, que marchará até a casa do golpista Michel Temer. As reformas não passarão!