Greve geral é aprovada para o dia 28 de abril contra as reformas previdenciária e trabalhista

28/03/2017 Destaques, Greve Geral

greve geralOs trabalhadores de várias categorias de todo o Brasil vão paralisar suas atividades a partir do dia 28 de abril para impedir que Michel Temer avance com seus ataques no Congresso Nacional. Diversas centrais sindicais se reuniram na última segunda-feira (27) em São Paulo e aprovaram a data, que conta com a adesão de várias centrais, incluindo a Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, a CSP-Conlutas e a CUT.

Foi feito um amplo debate sobre a situação política, social e econômica atual do país, que analisou as recentes propostas do governo de Michel Temer, contidas na Proposta de Emenda à Constituição nº 287/2016, referente à reforma da Previdência, e no Projeto de Lei 6787/2016, que altera a legislação trabalhista. Também avaliaram como extremamente negativa a aprovação do PL 4302/1998, que amplia de forma irrestrita a terceirização no país, incluindo as atividades-fins, até no serviço público. Um golpe no povo brasileiro aplicado pelo governo federal ao ressuscitar uma matéria parada no Congresso Nacional desde o governo Fernando Henrique Cardoso. Toda a bancada do PSOL votou contra este claro retrocesso aos trabalhadores do país e fez oposição ativa tentando barrá-la a qualquer custo no plenário.

Trecho do comunicado oficial feito pelas centrais sindicais que irão aderir à paralisação do dia 28:

“As centrais sindicais conclamam seus sindicatos filiados para, no dia 28, convocar os trabalhadores a paralisarem suas atividades, como alerta ao governo de que a sociedade e a classe trabalhadora não aceitarão as propostas de reformas da Previdência, Trabalhista e o projeto de Terceirização aprovado pela Câmara, que o governo Temer quer impor ao País.

Em nossa opinião, trata-se do desmonte da Previdência Pública e da retirada dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT.”

O PSOL e sua militância construirá ativamente este momento histórico que se avizinha com o dia 28 de abril. Vamos mostrar a insatisfação do povo com a tentativa de ataque sistemático a seus direitos.