Reforma da Previdência também na cidade de São Paulo

21/02/2017 Destaques, Notas, PSOL, São Paulo

moção de repúdio - reforma da previdência sampaprevO PSOL São Paulo repudia a proposta de Reforma da Previdência apresentada pelo governo ilegítimo de Michel Temer, por entendermos que a proposta dos golpistas não é reformar a Previdência e sim acabar com ela, para que, entre outras coisas, os bancos vendam planos de previdência privada. Trata-se de um ataque frontal a direitos duramente conquistados pelos trabalhadores do país.

Consideramos absurda a exigência de que o trabalhador, seja homem ou mulher, contribua durante ao menos 25 anos com o INSS e tenha uma idade mínima de 65 anos de idade para ter acesso ao benefício, assim como achamos um acinte que os trabalhadores não tenham direito à aposentadoria integral mesmo que contribuam por 25 anos.

A proposta de reforma simplesmente ignora que para a maioria da população brasileira a vida profissional começa ainda na adolescência e na informalidade, assim como ataca o direito a aposentadoria dos trabalhadores rurais, mais vulneráveis, e dos servidores públicos, o velho bode expiatório das reformas de Estado realizadas nas últimas décadas. A PEC também desconhece a singularidade do trabalho exercido pelas mulheres, normalmente submetidas a jornadas duplas ou triplas ao igualar o tempo de trabalho necessário para aposentadoria.

Estaremos nas ruas contra esse ataque odioso aos trabalhadores e chamamos unidade com todos os setores comprometidos com essa luta.

Os ecos do retrocesso e dos ataques aos trabalhadores se fazem ouvir também na cidade de São Paulo com a proposta da Sampaprev, reapresentada pelo então prefeito Fernando Haddad no último dia 28 de dezembro. Apesar do compromisso assumido diante dos servidores municipais, o projeto que havia sido retirado de pauta durante o período eleitoral foi reapresentado no apagar das luzes da gestão, e joga no colo do prefeito João Doria a possibilidade de atacar frontalmente a previdência dos servidores municipais com a criação de um plano de previdência complementar para os servidores cujos rendimentos superem o teto do INSS.

Não toleraremos tal tipo de ataque, venha de onde vier, e daremos apoio incondicional aos servidores municipais em luta contra o arrocho. Que o andar de cima pague pela crise.

Diretório Municipal do PSOL São Paulo