Diretório Municipal do PSOL se reúne para organizar a resistência à gestão de João Doria

21/02/2017 Destaques, PSOL

16711959_1306914506035152_6482645336932188176_nO Diretório Municipal do PSOL de São Paulo se reuniu nesta última quarta-feira (15) para uma discussão ampliada com os militantes do partido na cidade sobre a atual situação política e os 45 primeiros dias de gestão do tucano João Doria. Uma resolução política foi aprovada fazendo a análise das ações da Prefeitura neste começo de 2017 e qual é o papel do PSOL nesta luta contra a venda do patrimônio da cidade e as medidas midiáticas e demagógicas do novo prefeito.

Leia a resolução política na íntegra: Diretório Municipal do PSOL São Paulo publica resolução política sobre o início de 2017

O vereador do PSOL Toninho Vespoli esteve presente no debate para apresentar sua experiência até agora na oposição à gestão de João Doria na Prefeitura. Para ele, a base de Doria na Câmara Municipal é muito mais consolidada do que a do antigo prefeito Fernando Haddad (ao qual Toninho também fazia oposição à esquerda no parlamento). “Há pouca brecha para conseguir avanços na Câmara. O presidente da casa, Milton Leite, atua como um verdadeiro líder do governo. Então é necessário ocupar as ruas, as redes, todos os espaços que pudermos, para furar este bloqueio”, comentou.

Toninho também analisou o apoio que grupos da “nova direita”, como o MBL e o Vem Pra Rua têm dado para a gestão de João Doria. “Ele representa o modelo de governo que estes grupos defendem. Na prática, eles estão atuando como militantes do governo, principalmente nas redes sociais, onde eles têm muita força”, disse Toninho, que também defende que o partido se engaje na construção de frentes de ação contra as medidas autoritárias de João Doria. “O PSOL ainda é pequeno para conseguir enfrentar sozinho um governo como este, com toda a máquina e a mídia a favor. Por isso, precisamos buscar aliados neste combate, como o MTST, que vem sendo o principal ator de resistência não só ao Doria, como ao Temer no cenário nacional”, concluiu o vereador que exerce seu segundo mandato pelo PSOL.

Leia na íntegra a nota de repúdio do PSOL São Paulo às agressões do MBL à vereadora Juliana Cardoso: PSOL São Paulo repudia as agressões ao MBL

O encontro buscou também articular iniciativas práticas do partido em São Paulo. Foram aprovadas como prioridade para o PSOL a participação massiva e unitária de seus militantes no Ato do 8 de Março, que terá como mote “Aposentadoria Fica, Temer Sai. Pela vida das mulheres!”. Também foi colocado como prioridade a participação da militância do partido na greve dos educadores que está sendo construída para iniciar no dia 15 de março.

Leia a resolução que indica participação nos atos de 8 de Março na íntegra: PSOL participará de mobilização mundial de mulheres no 8 de Março

Outras ações aprovadas em consenso pela direção municipal é a realização do PSOL Na Rua, atividade já tradicional do partido na cidade, durante a semana de 6 a 10 de março, com atividades tanto no centro como nas periferias da cidade, para dialogar com a população sobre as últimas medidas dos governos federal e municipal. Assim como uma atividade que discutirá a questão de gênero e a luta das mulheres, já agendada para o dia 13 de março e a construção de outra grande atividade sobre o movimento negro para o mês de maio.

 

Moções de Repúdio aprovadas

Duas moções de repúdio também foram aprovadas na reunião desta quarta-feira. A primeira, repudia a Reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer, que quer aumentar o tempo de contribuição e a idade mínima para a aposentadoria, e a proposta de criação de uma espécie de Previdência Privada para os funcionários públicos municipais, conhecida como SampaPrev, que foi retomada pelo antigo prefeito Fernando Haddad e agora deverá ser encampada por João Doria.

Leia na íntegra a moção de repúdio contra a Reforma da Previdência e a proposta de criação da SampaPrev: Reforma da Previdência também na cidade de São Paulo

A segunda moção repudia as ações autoritárias e antidemocráticas do Movimento Brasil Livre (MBL), que na última semana invadiu reuniões privadas do PT para fazer vídeos e provocações.