Resolução do PSOL São Paulo para o ano de 2016

17/02/2016 Destaques, Eleições 2016, Notas, PSOL

bandeira-do-psolA crise econômica atinge em cheio a cidade de São Paulo. A política do ajuste fiscal e da recessão é uma realidade para os trabalhadores. O recente aumento das tarifas do transportes, assim como as altas do aluguel, da luz, da comida, do desemprego, são expressões concretas do ajuste fiscal. Em uma cidade como a nossa, marcada pela contradição social, a crise assume proporções ainda piores, agravada pela falta de investimento público, pelo desemprego e concentração de renda. Nesse cenário avançam as propostas mais conservadoras e as figuras mais obtusas da política, inclusive por dentro do governo Haddad.

O partido precisa estar preparado para enfrentar a crise e essa conjuntura difícil, desde nossa organização interna até nossa linha política, nas eleições e nas ruas. Conseguir manter e aprimorar nossa organização interna, seguir atuando junto aos movimentos sociais e ter um bom desempenho eleitoral são as nossas prioridades para o próximo ano. Será um grande desafio ocupar o espaço surgido à esquerda com a falência do PT e o fraco desempenho do governo Haddad, por dificuldades nossas e da conjuntura, o que demandará muito trabalho e unidade no próximo período.

Do ponto de vista organizativo, atuar para melhorar a atuação das secretarias e dar maior protagonismo e organicidade ao partido. Melhorar nossa capacidade financeira, ter uma política de ampliação, nucleação e formação e incrementar nossa comunicação são nossos principais desafios nesse ponto de vista.

Temos como objetivos eleitorais a busca pela ampliação de nossa bancada e a realização de uma boa campanha para prefeito que impulsione nossa chapa e seja capaz de ampliar nosso espaço institucional. Para tanto, precisamos iniciar um debate fraterno sobre a candidatura majoritária, bem como preparar a montagem da chapa proporcional mais representativa possível, com candidaturas de mulheres, negras e negros, LGBTs, juventude, pessoas com deficiência e militantes de outros setores e movimentos sociais, construindo um programa de governo –amplo, colaborativo e radical. O diretório apoiará, de acordo com suas condições materiais, todas as campanhas a vereador.

Além desses objetivos, o PSOL também deve buscar no próximo período os partidos e movimentos sociais de oposição de esquerda e que tem identidade com nosso partido para concretizar alianças e elaborar o nosso programa eleitoral.

Precisamos denunciar e combater, com as medidas jurídicas cabíveis, a nova legislação eleitoral, que significa um grave retrocesso politico imposto aos pequenos partidos, estabelecendo, na pratica, a cláusula de barreira, impedindo nossa presença nos debates. Além disso, diminui o tempo de campanha, favorecendo a interferência do poder econômico, restringindo o debate e fortalecendo a profissionalização das campanhas.

Tudo isso em uma conjuntura de crescimento da luta social. A luta contra o aumento das tarifas, a primavera das mulheres, o movimento de ocupação das escolas foram momentos de renovação e de imensa força política. A movimentação em torno da Frente Povo sem Medo, espaço privilegiado de unidade no movimento social, tem sido um importante instrumento na luta contra a direita e por mais direitos. O lugar do PSOL é junto dos movimentos sociais, construindo uma alternativa de esquerda, radical e de massas.