Por um PSOL feminista, classista e popular

10/12/2015 Congresso do PSOL, Destaques, Pessoas com Deficiência, PSOL

IMG-20151126-WA0002A militância do PSOL – São Paulo vivenciou no dia 21 de novembro mais um Congresso Municipal. O encontro foi marcado pela eleição da nova direção e Michele Vieira foi eleita presidenta. Esse dia ocupa os corações e mentes da militância, por representar um marco histórico na vida do partido. Pela primeira vez o município de São Paulo presencia a eleição de uma presidenta mulher e com deficiência.

Michele Vieira tem sua trajetória de vida alimentada pelo movimento de base e na luta no segmento das pessoas com deficiência. É feminista, mãe e militante do Circulo Palmarino.

Diante da atual conjuntura, é mais que significativo a eleição da companheira, principalmente tendo em vista as reais dificuldades vivenciadas pelas minorias. A retirada de direitos com as MP’s 664,655, que alteram medidas trabalhistas e a previdência, a PEC 171, que reduz a maioridade penal, o PL 4330, da terceirização, e o mais recente, o PL 5069, que se aprovado criminalizará ainda mais a mulher vitima de violência sexual e deixará o agressor impune. Este projeto esta sendo protagonizado pela figura máxima do avanço do conservadorismo, Eduardo Cunha.

Milhares de mulheres saem às ruas para reivindicar espaço digno na sociedade, lutando por direitos e pelo direito a vida, sem violências, sejam elas sexuais, psicológicas, simbólicas, econômicas, políticas e institucionais.

O combate cotidiano ao capitalismo, a denúncia das múltiplas formas de agressão contra as mulheres são pautas na luta das mulheres populares, periféricas e trabalhadoras. Por outro lado, o anúncio do protagonismo feminino é reafirmado como uma possibilidade factível da nova sociedade.

A Marchar das Mulheres Negras, que ocorreu em Brasília no dia 18 de novembro, reuniu cerca de 20 mil mulheres. O PSOL marcou presença e contou com a participação de mulheres de vários estados, como Bahia, Pará, Belém, São Paulo e demais regiões do Brasil. Da capital de SP contamos com a participação da companheira Luciete, membro da Setorial Nacional, e várias companheiras do interior do estado. O setorial Nacional de Mulheres contribuiu para que as mulheres pudessem participar de forma efetiva e ativa publicando os temas pertinentes a conjuntura. A delegação do Pará foi uma das maiores que tivemos no ato, que juntas com as companheiras de outros estados, formaram um grupo de mulheres do PSOL.

A participação de companheiras comprometidas com a ampliação de direitos das mulheres é vista e sentida em todo partido. Hoje o PSOL tem aprovado a paridade entre mulheres e homens nas direções, e vem despontando na garantia de cotas para negras e negros. É irrepreensível, elogiável e expressiva o quanto as mulheres do PSOL vêm avançando, em especial as mulheres da Unidade Socialista, que apostam em um feminismo negro, popular e classista, mostrando que é possível reconhecer as contradições da mulher brasileira, apontando uma construção coletiva que supera o determinismo histórico.

Entendendo a conjuntura, sem perder o trem da história, o PSOL dá o recado de qual perspectiva de luta quer conduzir. Para ampliar os diálogos com os movimentos sociais, o protagonismo das mulheres na luta é o horizonte do socialismo. O PSOL caminha, apontando para um partido feminista, negro e popular, buscando métodos e intervenções a partir dos problemas sociais concretos do povo trabalhador. É tempo de lutar, resistir, combater e formar as mulheres que engrossam as nossas fileiras. O empoderamento é fundamental para dinamizar o cenário e apresentar quadros que possam efetivar a participação política, principalmente das mulheres negras e periféricas!

Avante!