PSOL entra na justiça contra o aumento das passagens em São Paulo

29/05/2013 Destaques, Haddad, Transporte

Após sucessivas tentativas de demover a prefeitura petista de Fernando Haddad de realizar o injustificável aumento das tarifas do transporte para R$ 3,20, o Diretório Municipal do PSOL de São Paulo, por meio de seu presidente Maurício Costa de Carvalho e do dirigente municipal João Victor protocolou nesta quarta, 29 de maio, uma denúncia ao Ministério Público estadual requerendo a revogação imediata do aumento das passagens de ônibus na cidade previsto para a 00h00 do dia 2 de junho de 2013.

Tal aumento, pelo qual está condicionado – também de forma injustificável – o aumento das tarifas do metrô e dos trens da CPTM é uma afronta aos usuários e aos trabalhadores do transporte público da cidade que convivem diariamente com um serviço extremamente precarizado, de péssima qualidade, com superlotação diária, acidentes constantes, baixíssima velocidade nos horários de pico com trabalhadores vivendo no sufoco, em quantidade insuficiente e mal remunerados. Ao mesmo tempo, a política do reajuste combinada com a alteração no sistema de concessões já anunciada por Haddad é um golpe de morte no Plano de Mobilidade Urbana que é obrigatório para São Paulo e que, por lei, deveria contar com ampla participação da sociedade e discutir inclusive o financiamento dos transportes e as concessões.

Não há nenhum motivo que justifique o aumento a não ser o claro favorecimento às empresas concessionárias de ônibus. Mesmo o argumento utilizado pela prefeitura de que não reajustaria os valores acima da inflação é falso. Em dez anos, a tarifa de ônibus saltou de R$ 0,50 para R$ 3,00 ainda que aplicando-se a inflação acumulada no período a tarifa tivesse que custar em torno de R$ 1,50. O aumento previsto por Haddad duplica a inflação e é um assalto ao salário dos trabalhadores.

Após uma reunião realizada por Maurício Costa e o vereador do PSOL Toninho Véspoli com o Secretário de Relações Institucionais João Antônio (PT) ontem (28/05) na prefeitura, onde era flagrante a intransigência do prefeito em manter a aumento mesmo com todos os problemas apontados, o PSOL decidiu entrar com essa ação na justiça e ampliar ainda mais os esforços para – a exemplo das lutas recentes de Porto Alegre e Teresina – derrotar também nas ruas o reajuste das passagens que é o maior exemplo desse projeto de cidade de Fernando Haddad voltado para as grandes empresas e contra a população.

Todos ao ato do dia 6 de junho, às 17h no Teatro Municipal!

Parar a cidade para a população não pagar a conta das empresas!

Acompanhe também pelo www.psolsaopaulo.org o calendário de ações e mobilizações da frente de luta contra o aumento.