Resolução Política de Finanças – Eleições 2012

17/08/2012 Eleições 2012

Para o PSOL de São Paulo não parar nessas eleições

Camaradas do PSOL, enviamos essa carta com o intuito de socializar a importância da campanha do PSOL de São Paulo com o conjunto do partido, especialmente com a nossa direção nacional, informar o estado de estrangulamento financeiro ao qual chegamos para dar conta do grande desafio eleitoral que temos aqui e solicitar apoio.
Conforme comunicamos em outros documentos da direção municipal, a campanha na capital paulista, pelas agigantadas dimensões da cidade, assume proporções nacionais. Além dos quase 12 milhões de habitantes da cidade, os programas eleitorais da capital passam na TV de 39 municípios, abrangendo um público de cerca de 20 milhões de pessoas, população maior que a da maioria muitos estados do país. Pelo peso da economia e das candidaturas apresentadas, as eleições paulistanas ocupam os noticiários nacionais.
Pelo peso da cidade, enfrentamos candidaturas milionárias. A previsão – oficial – de gastos das campanhas de Serra (PSDB) e Haddad (PT), por exemplo, beiram os 100 milhões cada. A campanha de Chalita (PMDB) é pelo menos 100 vezes maior do que o teto que estabelecemos (e no qual, provavelmente, nem chegaremos).
Pelo nosso lado, sabendo das limitações financeiras e de nossa opção política por não aceitar financiamento de empresas, empreiteiras, bancos e multinacionais, estruturamos a campanha em torno da contribuição e do trabalho voluntário e militante dos companheiros e companheiras do partido.
Assim temos feito a imensa maior parte da organização da chapa de vereadores, dos programas de TV, da militância na Internet, da agitação de rua, etc. Felizmente a maior parte da militância do PSOL tem respondido muito bem à convocação para a campanha Giannazi prefeito, especialmente a juventude. Além disso, estamos empenhando uma campanha financeira ofensiva pela Internet, entre apoiadores do funcionalismo público, intelectuais e militantes. Vamos fazer bônus, jantares, festas e tudo o que mais for possível para arrecadar fundos.
É preciso enaltecer também o empenho militante da chapa de vereadores que, em sua grande maioria, não tem poupado esforços, recursos e energia tanto na campanha de prefeito como na campanha de vereadores, o que por si só já representa a garantia de um futuro de lutas e conquistas que pode transformar o PSOL em protagonista da política em São Paulo.
Com todas as debilidades estruturais, conseguimos organizar uma chapa com mais de 80 candidaturas, fato sem precedente no PSOL em todo o Brasil e que nos coloca condições reais e efetivas de eleger vereadores para a cidade. Nossa política tem sido a de afirmar o PSOL, a necessidade de eleger os parlamentares do partido, de fortalecer o voto no 50.
A eleição de um vereador do PSOL em São Paulo representaria um marco nacional, um mandato com visibilidade em todo o país e com estrutura e condições de ampliar enormemente nossa influência nos movimentos sociais e lastro com a população paulista como um todo. É portanto um desafio de todo o partido.

Propomos

1 – Destinamento emergencial de recursos do fundo partidário nacional para cobrir ao menos os gastos da campanha para o próximo período, onde as grandes máquinas eleitorais despejarão seus recursos milionários e no qual corremos o risco de desaparecer.
2 – Um adiantamento, nem que seja por empréstimo, de uma verba inicial a ser informada pela comissão responsável, para garantirmos o mínimo de visibilidade nesse exato momento, onde a campanha financeira ainda não conseguiu arrecadar o suficiente para cobrir os gastos.
3 – Participação ativa da direção nacional, dos parlamentares nacionais na busca por arrecadação de fundos. É importante que esses recursos não atendam apenas a relações prioritárias políticas ou de determinada força política, mas o conjunto do partido.