Em São Paulo, PSOL e PCB comporão a Frente de Esquerda: teremos uma alternativa à velha política!

15/06/2012 Eleições 2012

São Paulo é uma cidade imensamente desigual e antidemocrática. Todos os dias, milhōes de pessoas sofrem com o descaso com os serviços públicos de saúde e educação, a falta de alternativas de esporte, lazer e cultura e os problemas de mobilidade, que fazem trabalhadores e trabalhadoras perderem, muitas vezes, mais de três horas por dia em deslocamentos. Os governos que se revezam na administração municipal são os responsáveis por termos uma cidade que segrega os pobres. São Paulo é governada não em benefício da maioria de sua população, mas para garantir os lucros de empreiteiras, empresas do ramo imobiliário e as grandes corporaçōes que aqui fazem seus negócios. O escândalo Hussein Aref, que a prefeitura de Kassab, a Câmara de Vereadores e todos os velhos partidos tentam esconder, é a demonstração de que a corrupção é marca característica das administrações que se sucederam à frente da Prefeitura.

Construir uma forte alternativa de esquerda é o nosso desafio!

Em 2012, na eleição municipal, a população poderá debater que cidade deseja. Sabemos que, com a desigualdade de condições e o financiamento de campanha por empreiteiras, bancos e multinacionais, velhas alternativas tentarão ser recicladas. Serra é a representação da coalizão conservadora que há duas décadas condena nossa cidade e o Estado ao caos. Haddad tenta apresentar-se como “o novo”, mas não pode esconder sua desastrosa gestão como ministro da Educação e nem tampouco os laços do PT com as grandes corporaçōes e a corrupção. Chalita é a face “bom moço” do velho PMDB de Sarney e Renan Calheiros. Enquanto isso, Soninha quer ser “diferente” escondendo seus laços com a gestão de Kassab e com o PSDB.

São Paulo precisa de uma alternativa de verdade! Nessa eleição, não basta ser novo. É preciso dar o exemplo! Por isso, o PSOL esteve empenhado na construção de uma frente de esquerda realmente comprometida com o povo pobre. É preciso denunciar a velha política e propor medidas urgentes para inverter prioridades na prefeitura. Além disso, mobilizar a população para garantir um verdadeiro choque de democracia e participação nos rumos da cidade. Oferecemos ao PCB e ao PSTU o nome e a trajetória do companheiro Carlos Giannazi para encabeçar essa alternativa.

Com alegria, anunciamos que as valorosas e valorosos companheiros do PCB concordam com tal avaliação e estão dispostos a furar o bloqueio da burguesia paulistana na eleição de 2012. Estaremos juntos na eleição municipal de São Paulo para lutar pela construção de outra cidade, combatendo a desigualdade e a corrupção através da mobilização e da democratização radical de São Paulo. Estamos avançando nos debates conjuntos para construir um programa para mudar a cidade! Teremos uma Frente de Esquerda em São Paulo para combater as falsas alternativas e construir a nova política!

O PSTU não quis a unidade, mais uma vez fez a opção pelo sectarismo

Lamentamos, por outro lado, a postura do PSTU. Sem nenhuma justificativa política, os companheiros recusaram-se a construir a Frente de Esquerda. Causou-nos surpresa ler os diversos “chamados” públicos que os companheiros difundiram em seus meios de comunicação e em panfletos porque, a despeito da agitação na vanguarda em torno da aliança com o PSOL, o PSTU não fez nenhum gesto concreto para construir a unidade. Muitas das tentativas de diálogo que o PSOL buscou nos últimos meses, inclusive por carta, foram ignoradas ou rechaçadas pelo PSTU.

Dessa maneira o PSTU fez a opção pelo sectarismo isolando-se da possibilidade de ser parte de uma frente que será a alternativa de esquerda nas eleições. A unidade fortaleceria um pólo à esquerda para desmascarar as alternativas da burguesia e de seus partidos, além de fortalecer as diversas lutas onde estamos inseridos. Em algumas cidades, o PSTU realizará alianças com o PSOL. Então, frente a isso e num momento em que os companheiros do PSTU avaliam realizar alianças inclusive com partidos fora do próprio arco da Frente de Esquerda, fica a impressão, infelizmente, de que o critério central é a autoconstrução dos companheiros e seus cálculos eleitorais e não a necessidade da unidade frente aos tucanos e os partidos da base governista.

Convenção do PSOL no dia 16 é o primeiro passo da Frente de Esquerda!

No dia 16/06, às 14 horas, no Auditório Franco Montoro da ALESP, daremos o primeiro passo na construção dessa alternativa. Oficializaremos o nome de Carlos Giannazi como candidato a prefeito! Convidamos todas e todos a participar da convenção e a construir, nas lutas, nas ruas e nas urnas, uma verdadeira alternativa para mudar São Paulo!